quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Profissional de Marketing tem pós, mas não estuda


Em um ambiente cada vez mais competitivo, não há espaço para a informalidade ou incapacidade técnica. As empresas devem estabelecer critérios ao selecionar profissionais que possam realmente contribuir para o desempenho do seu negócio. Porém, em específico ao profissional de marketing, quero compartilhar com vocês alguns dados relevantes.


Qual notícia você quer primeiro, a boa ou a má? A boa é que a Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) realizou – em parceria com a consultoria Toledo & Associados - uma pesquisa sobre o perfil dos profissionais de marketing com o objetivo de conhecer este trabalhador e realizar ações que o valorizem. A má é que, deste retrato, algumas fotos revelam dados preocupantes.O primeiro diz respeito à formação. Apesar de 46% terem o ensino superior completo e 43% ter cursado pós-graduação, 1/4 dos profissionais entrevistados (25%), disseram não saber quais são os mais importantes autores da área de Marketing. Philippe Kotler é o mais conhecido por 61% dos 150 profissionais ouvidos em São Paulo. Depois dele, vem o brasileiro Francisco Alberto Madia de Souza, com 9% da lembrança da amostra.“Somente 2,7% dos entrevistados leram nomes como Al Ries. Isso é imperdoável”, diz Francisco José Toledo, Sócio e Diretor-Geral da Toledo & Associados, ao Mundo do Marketing. Ele acrescenta que “Deu para perceber que eles não estão lendo publicações na área de marketing e isso é preocupante porque é uma atividade em que o profissional precisa estar atento ao que acontece no mercado”, um contraste, já que outro levantamento da mesma pesquisa indica que 64% dos profissionais afirmam que estar atualizado com as tendências, conhecer o mercado e os concorrentes são fatores determinantes para o sucesso na área.O que você quer ser quando crescer?Mais um dado inquietante apontado pela pesquisa foi o fato de praticamente metade dos profissionais (45%) não terem planejado o ingresso na área de marketing. “Para mim este é o índice mais grave porque é como se você nunca desejasse fazer medicina e, de uma hora para outra, decidisse ser médico”, afirma Toledo, que acredita haver um modismo acerca da profissão. “Se você perguntar a um jovem que quer fazer Marketing ele não vai saber responder o porquê da escolha”, comenta.O estudo também mostrou uma disparidade nos salários recebidos entre homens e mulheres. Em geral, a média salarial do profissional de marketing é de R$ 2.330,00, inferior à remuneração de profissionais de vendas, por exemplo. Os Homens recebem R$ 3.000 e 20% deles estão em cargo de diretoria enquanto as mulheres, das quais 77% são gerentes, ganham R$ 1.510 em média. “É um dado surpreendente de um preconceito que um dia tem que desaparecer”, ressalta José Zetune, Presidente da ADVB, em entrevista ao Mundo do Marketing. Para ele a pesquisa tem como foco “gerar reflexão e valorizar o profissional de marketing”.A análise também concluiu um assunto comentando por muitos executivos: os marqueteiros de hoje estão cada vez mais jovens. Nada menos que 71% dos entrevistados têm entre 25 a 39 anos. Este novo profissional, entretanto, está cada vez mais fiel às empresas em que trabalha. Em média, os entrevistados atuam na atual empresa há 6 anos e, no total, em quase três empresas em um prazo médio de 11 anos como profissionais de marketing.

Fonte : Pesquisa ADVB

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Nilsen divulga hábitos de uso no celular dos jovens americanos


Oi pessoal ! Mais alguns dados para refletirmos o uso do celular como mídia ou canal de relacionamento. Ainda percebo no Brasil, apesar do nível de penetração, um uso míope e subutilizado deste canal de comunicação e informação. As empresas não perceberam o potencial de estabelecer um processo contínuo de interação com o mercado, podendo atuar de forma quase personalizada e gerar uma base de conhecimento para futuras ações relevantes.

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Nilsen divulga hábitos de uso no celular dos jovens americanos

Recentemente, a Nielsen publicou um estudo de hábitos de uso de celular entre pré-adolescentes (Tweens) americanos de 8 a 12 anos. O estudo mostrou que as funções de SMS e Ringtones, consideradas "Non-Voice" são as mais utilizadas, seguidas do papel de parede, músicas, jogos e acesso à internet.


A pesquisa também mostra que 48% dos pré-adolescentes passam menos de uma hora por dia on-line utilizando os jogos via celular. Enquanto que 81% dos adolescentes gastam mais de uma hora por dia on-line usando o e-mail. O estudo foi feito com mais de 5.500 pré-adolescentes e também com adolescentes americanos. Veja alguns dados da pesquisa:
Estatísticas do uso do celular- 35% possuem celular- 20% usam SMS- 21% baixam Ringtones
Aonde os pré-adolescentes utilizam a internet móvel- 41% usam enquanto estão viajando ou em movimento (indo para a escola, por exemplo)- 26% usam enquanto estão na casa de amigos- 17% usam quando estão em eventos sociais
O uso do celular quando o pré-adolescente está em casa- 58% vêem TV pelo celular em casa- 64% escutam música em casa- 56% acessam internet em casa

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Como sempre, conhecer o consumidor é essencial

E é este consumidor que impõe desafios ainda maiores aos profissionais de marketing em 2008. O ano será marcado pela intensificação de ações de marketing cirúrgicas e mensuráveis. Bem-vindo ao Nanomarketing, termo cunhado pela The Mattis Group, uma agência de marketing da Philadelphia, nos EUA. O Nanomarketing identifica, coleta e organiza de forma inteligente o perfil de cada cliente e prospect, promove a comunicação e interação de forma customizada e analisa todos retornos dos consumidores, principalmente no meio on-line.
No Brasil, já há quem siga esta estratégia. “É o marketing direcionado a nichos de comportamento, não de segmento”, explica Aloisio Sotero, Diretor de Marketing Direto da Dufry no Brasil. “Uma mesma pessoa pode ter diferentes comportamentos e o Nanomarketing orienta as ações de acordo com a circunstância de momento”, conta Sotero, para quem a melhor forma de atuar neste modelo é estando atento ao comportamento do consumidor, seja através dos meios tradicionais de banco de dados, seja pelas redes sociais. “O marketing nunca foi tão circunstancial”, ressalta Sotero.
Entenda o Nanomarketing

Em cada momento – no trabalho, no cafezinho, no corredor, em frente ao computador, de olho no celular, navegando na Internet, em casa, na rua, no metrô, no carro, na terra, no ar, fazendo aventura, deitado na rede, comprando, passeando sem compromisso, e em uma infinidade de situações – o consumidor espera ser abordado de uma forma. Ou espera não ser abordado. Publicidade, mala direta, e-mail marketing, ação de relacionamento, promocional, merchandising, brand entrenteiment, mensagem no MSN, banner na internet, buzz marketing, a lista não tem fim, mas a verba sim.
Por isso, o Nanomarketing, mesmo que praticado há tempos por alguns sem tanta inteligência por trás, será fundamental para medir o retorno de cada ação, sem esquecer de conhecer o consumidor, algo que parece batido, como promover inovações, mas que ainda são calos para muitas empresas e determinantes na permanência e conquista de novos clientes.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

MARKETING 2.0



Os marketeiros correm sério perigo de vida, e aparentemente não estão dando a mínima para o fato. A propósito, "fato" não é com eles, mito sim. Nove a cada dez marketeiros que eu conheço não são mais chamados para participar das reuniões que definem as estratégias gerais da empresa. "Chamar os caras para quê?", "Eles não convivem com os clientes, eles não produzem materiais que valem a pena ser lidos, eles não agregam nada para a estratégia", "Inclusive, se os chamarmos, a reunião levará mais tempo do que o necessário, e não chegaremos a lugar algum".
Apesar de ainda carregar o nome de "departamento de mercado (marketing)", ter verbas exclusivas, fornecedores dedicados e "headcount", os marketeiros não são mais vistos pelos colegas como cidadãos que dominam a matéria. O marketeiro, que um dia - nos livros - participou do planejamento estratégico da empresa, hoje é um zé mané chamado apenas para bater o escanteio e gerir o dinheiro dos anúncios, eventos e web sites que ainda são mantidos porque ninguém teve tempo para desmascarar a conversa fiada de "brand awareness".
Eu até compreendo como o marketeiro entrou nessa enrascada em que se meteu. Todas as tradicionais atividades de marketing, realmente requerem tempo para serem feitas. Nesse meio tempo, dizem os marketeiros, não dá tempo de conversar com outras pessoas; se nos misturarmos com os colegas, teremos dificuldades em concentrar o intelecto para criar as peças que precisam ser premiadas.
O marketeiro profissional é tão arrogante, mas tão arrogante, que lá de cima da sacada da torre de mármore onde concentra o seu quartel general, está me xingando por chamá-lo de marketeiro. Marketeiro não gosta de ser chamado de marketeiro. É como aquele banco que não gosta de ser confundido com um banco porque não pega bem com os clientes.
Corta o papo furado!!! Corta a enrolação! Seja objetivo!
O ano era 1997. Steve Jobs foi chamado de volta a Apple para salvar a empresa da falência eminente. Entre as mudanças que impôs, Jobs exigiu que a empresa trocasse a agência de propaganda. Jon Steel, diretor de uma das agências que concorria à conta da Apple, lembra do dia em que conheceu Steve Jobs, "Eu o meu sócio estávamos há quase duas horas fechados em uma imensa sala de reunião com dois graduados marketeiros da Apple quando Jobs entrou na sala. Ele literalmente nos salvou da enfadonha e maçante apresentação que assistíamos. Os marketeiros tinham nos apresentado toda a história da Apple, a sua política ganha-ganha, fatores chaves de sucesso, o extenso portfólio de produtos, planos de investimentos em mercados promissores blá blá blá. Jobs nos cumprimentou rapidamente e foi logo dizendo sem nem mesmo olhar para os executivos da Apple, "Eu tenho certeza que a conversa que a dupla dinâmica contou para vocês é um lixo. O briefing para vocês é o seguinte: a Apple está praticamente quebrada. Mas eu acredito que se fizermos duas ou três coisas muito bem feitas, vamos sair dessa. Nós últimos dias eu cortei onze projetos de produtos, só sobraram dois: G4 e iMac. Eles são os únicos projetos que representam o que nós queremos que essa empresa seja: eles são tecnologicamente soberbos e visualmente fantásticos. Eu vou apostar o futuro dessa empresa neles." Nós saímos da sala com o briefing de Jobs embaixo do braço. Alguns dias depois, soubemos que os marketeiros que estavam na sala naquele dia foram despedidos pela Apple.”.
O Marketing 1.0, esse que emporcalhou o mundo com sua mensagem burra, repetitiva, vazia e enfadonha não serve mais. Às vezes, eu penso, que alguns marketeiros correm o risco de serem presos por formação de quadrilha (é bom dar um toque para não dizer que ninguém avisou). A quadrilha, formada pelos seus amigos-publicitários-criativosos, cria extensas campanhas baseadas na repetição repetição repetição repetição e mais repetição de um mesmo anúncio porque existe o mito marketeiro forjado em pedra sagrada que diz que: "É necessário publicar dez vezes o mesmo anúncio para que o santo cliente preste atenção à santa publicação." BESTEIRA!!! Nós podemos fazer melhor do que isso!A profissão de marketeiro está em colapso em um momento em que os serviços de marketing são mais necessários do que nunca.
Vamos parar o show, fechar o circo e cortar os palhaços, o Marketing 2.0 tem que entrar em cena AGORA, e certamente não será no palco dos amigos publicitários, mas na rua, nas salas de vendas, debruçado sobre pilhas de fatos, na inteligência de marketing, na internet.
Os principais problemas que o Marketing 2.0 chega para resolver imediatamente são: falta de análise do retorno sobre os investimentos, falta de melhores métricas para medir o trabalho do marketing, a imediata necessidade de transformar o web site da empresa em um gerador de novos "leads" negócios, criação de campanhas de marketing multicanal que alinham revendedores, distribuidores e funcionários através de diferentes formas de comunicação on-line e off-line, automatização de todo o processo de marketing, geração e qualificação de melhores "leads", criação de ferramentas de inteligência de marketing para suporte a vendas, e o aprofundamento considerável do relacionamento com os clientes da empresa.Se você é marketeiro, ainda tem orgulho da sua profissão, ouça as minhas Recomendações 2.0 antes que o próximo Steve Jobs interrompa a sua reunião, interrompa a sua trajetória, imponha suas próprias idéias.
Fonte : administradores.com.br